Me perdoa por não saber te amar;
Por não saber reconhecer
Os sentimentos que gritam;
Você precisa perdoar
Todo o meu medo.
Não, não tive a intenção de te perder de vez,
Mas fui perdendo as poucos
Para doer menos
Do que está doendo agora.
Perdoa-me pela perda
De não saber ficar
Junto de te.
Perdoa-me, diz que sabe entender
O meu medo de ver a lua
Ao seu lado.
Não é um não querer
É medo
Do que eu sempre tive medo sentir:
AMOR.
Porque ao contrário do que muitos dizem,
O amor dói sim.
O amor é egoísta sim.
Desse sentimento,
Eu tenho medo.
E você onde fica nisso tudo?
Eu sei,
Eu sei que deveria ficar ao meu lado,
Mas o muro que nos separa é cruel
E que não consigo derrubar um tijolo.
Fernanda Fernandes
segunda-feira, 23 de junho de 2014
sábado, 21 de junho de 2014
QUALQUER COISA, EXCETO VOCÊ
Qualquer coisa queimaria minha pele,
Fogo,
Ácido ...
Mas não as suas mãos.
Nada me desperta mais
Arder de querer
Por seu toque.
Qualquer coisa poderia me fazer chorar.
A morte de um amigo,
O fim de um filme
Até o café ter esfriado.
Mas não mais a sua ausência.
É quadro branco,
Escreve-se e some
Com um passar de algo úmido,
Lágrimas, talvez.
Qualquer coisa poderia me machucar;
O cair de uma escada,
O corte com uma navalha,
A dor instigante de uma agulha,
Mas não mais a indiferença do teu olhar.
Nada mais de você é algo a mais em mim.
Você saiu da minha vida
Pela porta da frente.
Não esqueci você,
Porque você não é nada para esquecer.
O nada é sempre nada,
Mesmo que tenha sido tudo.
( Fernanda Fernandes )
Fogo,
Ácido ...
Mas não as suas mãos.
Nada me desperta mais
Arder de querer
Por seu toque.
Qualquer coisa poderia me fazer chorar.
A morte de um amigo,
O fim de um filme
Até o café ter esfriado.
Mas não mais a sua ausência.
É quadro branco,
Escreve-se e some
Com um passar de algo úmido,
Lágrimas, talvez.
Qualquer coisa poderia me machucar;
O cair de uma escada,
O corte com uma navalha,
A dor instigante de uma agulha,
Mas não mais a indiferença do teu olhar.
Nada mais de você é algo a mais em mim.
Você saiu da minha vida
Pela porta da frente.
Não esqueci você,
Porque você não é nada para esquecer.
O nada é sempre nada,
Mesmo que tenha sido tudo.
( Fernanda Fernandes )
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Sem as chaves

Eu iria falar do poder do amor,
Mas olhei para você e perdi todas as forças.
Pensei em dizer o quanto eu temo te amar
Mas o medo encarregou-se de calar-me.
Olhando e pensando se devo agir
Pensei tantas vezes
Que nada pensei.
Como esconder a evidência no meu olhar ?
Cada centímetro de distância
São metros de saudades ...
Teu olhar que lança em mim
Desejos de querer ir sempre além;
Torna-se armadilha de cativeiro
Enganando abelhas com mel.
E cada silêncio que grita ao meu ouvido
'' amor é ser escravo, amor é ser trancafiado ''
Eu mesmo entrego as mãos para as algemas,
Tranco-me aqui no seu coração
E entrego as chaves a você;
Onde sem piedade
Joga
no mar
E me deixa trancada
Sem saída
Dentro de você.
( Fernanda Fernandes )
sexta-feira, 2 de maio de 2014
Amor sublime

Sinto uma paz demasiada
A preencher meu coração de puro amor;
Sigo sorrindo, alegria transmitindo
E isso vem de te Senhor.
Por todos os caminhos que piso
Sinto seu toque a sondar todos os passos;
Louvo a te em verdade e os pés eu calço
Pois viver para mim é viver em Cristo.
São muitas as provações que me aparecem,
Tentando desviar-me do caminho ...
Mas teu amor é como passarinho,
Me faz voar para longe
De onde teria espinhos.
Grata a te serei sempre
Tua luz em mim é fogo ardente
Que me faz renascer mais um pouquinho.
Cânticos cheios de amor eu lhe darei,
A menina dos teus olhos eu serei
Pois tudo pelo seu amor, eu deixo.
Minha oração chega a te como uma carta de amor,
Maior e mais bonito é o louvor
Que faço e refaço com todo ensejo .
Só peço muito amor para quem vive
Em caminhos que não agradam aos seus olhos,
Derrame sua bençãos como óleo
E unge tudo o que merece ser ungido.
De sua luz, cada vez mais é o que preciso,
Na certeza que me amas, eu prossigo.
Fernanda Fernandes.
sexta-feira, 18 de abril de 2014
Mas eu amo ...
Jogue sua camisa no sofá,
Eu brigo, mas eu amo isso.
Amo porque não tenho mais.
Isso mesmo, você não está aqui para bagunçar a casa
E meus cabelos.
Pretendi esquecer.
Sim, esquecer era meu plano .
O plano que mais falha, mas é um plano.
Mas você precisa fazer a sua parte para que ele seja concretizado.
Sua parte, isso mesmo.
Faça.
Não me jogue um sorriso toda vez que me olhar.
Pensando bem, não me olhe.
É como se jogasse fogo em gasolina.
Fernanda Fernandes.
Eu brigo, mas eu amo isso.
Amo porque não tenho mais.
Isso mesmo, você não está aqui para bagunçar a casa
E meus cabelos.
Pretendi esquecer.
Sim, esquecer era meu plano .
O plano que mais falha, mas é um plano.
Mas você precisa fazer a sua parte para que ele seja concretizado.
Sua parte, isso mesmo.
Faça.
Não me jogue um sorriso toda vez que me olhar.
Pensando bem, não me olhe.
É como se jogasse fogo em gasolina.
Fernanda Fernandes.
Do seu amor não restou nem a saudade
Aprendi a virar o jogo antes que ele acabe
Troquei o pranto por um sorriso de verdade.
Teu olhar é flecha que mesmo lançada
E me acerta como alvo
Mas não desperta em mim mais nada.
Desse amor que ainda está em você
Sinto muito ao meu não merecer
De você não restou nem a saudade.
Olhar teu rosto, ouvir tua voz
Faziam meu coração perder todo o compasso.
MAS HOJE quando te vejo
É como pedra em sapato;
Dói quando se coloca no pé
Não cabe mais, dar-se a outro,
Teu amor virou carta de baralho
Onde eu que dito as regras do jogo.
Fernanda Fernandes
Troquei o pranto por um sorriso de verdade.
Teu olhar é flecha que mesmo lançada
E me acerta como alvo
Mas não desperta em mim mais nada.
Desse amor que ainda está em você
Sinto muito ao meu não merecer
De você não restou nem a saudade.
Olhar teu rosto, ouvir tua voz
Faziam meu coração perder todo o compasso.
MAS HOJE quando te vejo
É como pedra em sapato;
Dói quando se coloca no pé
Não cabe mais, dar-se a outro,
Teu amor virou carta de baralho
Onde eu que dito as regras do jogo.
Fernanda Fernandes
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Orgia Poética
Jogo-me nos braços do Jorge
Amado,
Pois só ali sou amada de verdade,
Com suas histórias calorosas,
Prende-me do começo ao fim.
Mas é na ternura dos versos
De Vinicius de Moraes, que sinto sensibilidade;
E enche-me d’água o olhar...
É muito sonhar em um homem só.
Mas quando quero turbulência
E arrepios em minha pele
Quem procuro é Bukowski
Que derrama vinho em meu umbigo
E me diz coisas insanas.
Onde meu amante é Camões,
Em fogo que arde
Sem Bukowski ver.
E quando penso em romper todos os
laços desse arem,
Encontro Pablo Neruda que me diz
que amor precisa ter reflexo...
Mas olho-me no espelho e só vejo
Drummond ,
Onde me arranca sorrisos diante de
sua poética.
Mas ainda acredito nas juras de
amor de Fernando Pessoa,
Apesar de ele dizer que és um fingidor,
Arranco do seu amor o que for
bom.
Ficando pensativa nos conselhos do meu Augusto dos Anjos
Que diz que a mão que afaga é a
mesma que apedreja,
Desacreditando-me do amor.
Ai ...
Olavo Bilac que me perdoe,
Mas a via láctea que me faz
suspirar
É aquela que adormece todos os
meus poetas.
( Fernanda Fernandes )
quinta-feira, 3 de abril de 2014
BEIJO, LÁBIOS, SALIVA

Entre uma sensação e outra
Numa sutil e leve sucção
Me leva em estado febril
Roubando-me em desejos escondidos;
Entre gostos diferentes
De uma saliva quase morna
Como algo que precise ir ao fogo
Para arder de uma vez,
Assim traduzo seus beijos.
Entre mãos quase com vidas próprias
E um suor confundindo-se ao perfume
Toca-me como garimpeiro em garimpo
Onde é preciso ir fundo para encontrar o ouro ...
Até a voz some e é substituída por sons quase indecifráveis,
É quase impossível pensar ou raciocinar alguma coisa .
É como morder uma maçã e querer sempre mais,
Todas as maçãs do mundo ...
O tempo não pode acabar assim,
As horas não podem passar tão depressa,
Apenas foi dada a primeira mordida.
(Fernanda Fernandes)
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