quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Teu amor é FOGO



Isso me causa uns ''alvoroço'',
Um lance muito louco
Que não dá para explicar.
Teu sorriso quando chega em minha retina
Me arranca adrenalina 
Me convidando a beijar .

E se quero atenção,
Seguro em tua mão,
Já consigo viajar ...
Pensando o que seus dedos são capazes 
Se minha mão te guiasse 
Para meu mundo particular.

Diz que sou sua,
Me tire todo o juízo
Mesmo caindo em mil abismos
Não posso mais controlar ...
Quer amor, ardente amor?
Não peça nenhum conceito
Sobre o amor que tenho no peito
Apenas se deixe levar ...

E se amanhã não for nada,
Guardarei feito ouro
Esses momentos como tesouro
Em um espaço puro da mente.
Se nada dura eternamente,
Que pelo menos guardemos as cinzas
De algo que ardeu tão forte,
Como fogueira em dias quentes.

(Fernanda Fernandes)

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Saudade de uma época que não vivi

















( Foto do meu exemplo maior, meu pai - Sou sua continuação )

Se o cansaço corrói a mente
Imagino como era antigamente
Nos tempos sofridos dos meus pais.
O certo seria eu agradecer as oportunidades
E reclamar delas jamais.

Mas o ser humano é teimoso
Se pega uma gripe fica dengoso,
Não sabe nem ficar doente,
Esse povo fraco de mente
Poderia ser ator de novela;
Quem não sabe viver a vida
E a crescer com as barreiras
Não é de fato, digno dela. 

Ah como eu queria
Ter nascido em outra época,
Que o maior vício não era internet
Nem ficar vidrado em novelas,
A mania daquele povo
Era conversar nas calçadas
O papo era gostoso
Saindo altas risadas;
Lembro do meu pai contando
O quanto era bom conversar,
A família ao se encontrar
Era uma festa de alegria,
Se eu pudesse escolher
A época para se viver
Seria essa que eu escolheria !

Mas como é impossível
Voltar aos tempos atrás,
O relógio é que não mente
O tempo corre é pra frente
Será o presente meu caminho,
Mesmo que arda no peito
Um desejo que não tem jeito
De ter nascido na época
Que as qualidades mais belas
Não era dinheiro, nem status
E sim caráter e respeito.

( Fernanda Fernandes ) 

domingo, 28 de julho de 2013

AUTOPSICOGRAFIA

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração.

Fernando Pessoa

domingo, 7 de julho de 2013

Nosso Acaso



No calor de uma sexta feira
Em uma multidão pensante,
Me vi um tanto diferente
Coração descontrolou por um instante.

E a noite chegou sem demora

Sabendo que tinha chegado a hora
De enfim conhecer você ,
Foi um encontro do acaso
Mesmo que ele não exista.
E algo manchou minha vista
Quando eu beijei você.

E num recitar de poema

Que lhe deixou entontecido
Enfim, chegou o domingo
E em um controle sub humano
Tentei dominar o meu corpo
Mas ele, um pouco louco,
Não resistiu a sua boca.
E eu um tanto louca,
Por está ali ao seu lado,
Tentando controlar a força,
Meus lábios e a minha boca
Desses beijos insensatos .

E estamos nessa luta

Sem saber como agir,
Tentando a ninguém ferir,
Mas o coração fala mais alto,
Seu jeito todo engraçado,
Me arrancando sorrisos 
Vendo no amor o perigo
Com medo de tudo dar errado.
Mas algo é bem certo,
Não podemos ser discretos,
Pois meu sentimento é só loucura
E suas mãos em minha blusa
Me apertando um pouco mais...
Entenda que  minha boca
e minha vida que é louca
É que te satisfaz!

O tempo passa correndo

Eu juro, até lhe entendo
Todo seu desespero
Mas corre, vem ligeiro
Que a vida é muito breve
Escolha deepressa meus lábios
Antes que outros lábios me leve.

( Fernanda Fernandes )


Poema autobiográfico; dedicado a alguém especial.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Tira-me do chão sem piedade



Conheço esse suor que cai do teu pescoço
Pois é derramado sobre todo o meu corpo
Em uma onda sonora só nossa
O mundo lá fora, já não importa.

Minha pele já está arranhada e acostumada
Ao tocar, ao deslisar da sua barba
Onde me corta e me sufoca
Em mãos fortes e famintas.

Acostumada a ser amada por dentro
Onde partes do seu corpo me invadem
E tira-me do chão sem piedade
Tornamo-nos um, sem metades .

E quando penso em ir embora
Prende-me logo, sem demora
E me convence novamente
Que para o amor, para amar não há hora ...

( Fernanda Fernandes )

domingo, 30 de junho de 2013

Escrita


Palavra é fado, brisa
Estorvo, coriza
Mesa vazia

É corte, cura
Canto, tortura
Saliva

É pestilenta, contagiosa
Máquina de costura

É sobejo, ausência
Precipício

É trova proibida.

(Yuri Rebouças)


sábado, 29 de junho de 2013

LOUCURA DE POETA




Se loucura de poeta, é não amar.
Como sofre ao ser poeta,
Se o amor é que o move
Se a dor é o profeta?

Escrever e não sentir,
Não se sente o que não escreve,
Se registra o que se diz
Faz poético o sentir.

Ser poeta é pensar
Que nos versos se esconde.
É engano, é insano.
Os poemas são nosso ''revelar''.

Um esconderijo épico e único
Derramamos nossos versos.
É loucura de poeta, esconder
O seu próprio ser de quem o ler. 

Fernanda Fernandes

segunda-feira, 24 de junho de 2013




Eu seria a própria loucura,
Ao ler-me como partitura,
A interpretar-me como pura,
Ao desfolhar cada verso.

Fernanda Fernandes